Para quem ainda não sabe, o Sandy Bridge conta com uma série de novidades, dentre as quais uma nova micro-arquitetura mais refinada em 32nm, além de ser o primeiro chip a integrar no mesmo die, processador, controlador de memória e GPU (mais conhecida como APU) – aumentando assim a eficiência no consumo de energia, bem como das inter-conexões.

A nova família de processadores da Intel conta ainda com o suporte às tecnologias proprietárias Insider, Quick Sync video, InTru 3D Technology, Clear video HD e uma nova versão do recurso Intel wireless Display (WiDi), que agora adiciona a resolução de 1080p HD e proteção de conteúdo para aqueles que desejam reproduzir conteúdo HD Premium do notebook em suas TVs.

Voltado para o segmento de alto desempenho, o Core i7 2600K é um verdadeiro sonho de consumo para os overclockers e tweakers de plantão, uma vez que seus multiplicadores vêm totalmente destravados de fábrica.

Trata-se de um “diferencial” bastante apreciado pelo mercado consumidor, uma vez que este tem a clara sensação de estar adquirindo um produto que vale muito mais do que o seu preço real, ou seja, com excepcional custo x benefício. Foi seguindo este filosofia que a Intel desenvolveu recentemente alguns modelos especiais, reconhecidos por trazer o sufixo “K” em seu nome. A iniciativa foi tida por muitos como uma clara resposta à linha Black Series da AMD, também composta por processadores sem “impedimentos” aos overclocks mais arrojados.

O grande “segredo” da linha “K”, que permite a essas CPUs aceitarem um alto potencial para o overclock, está no seu processo da fabricação. Tais peças foram as que obtiveram os melhores índices de aproveitamento em sua produção (termo conhecido como yields wafers). Desse modo, bastou apenas a Intel retirar a “trava” para que estes aceitem altíssimas frequências de operações.
Outro grande destaque na geração Sandy Bridge está no chip gráfico (Intel HD 2000 e 3000). De acordo com a Intel, a nova GPU é capaz de prover uma performance até 2 vezes maior do que os Core ix 600/500 (Clarkdale).

Por falar em desempenho, como forma de garantir fôlego extra, a Intel aprimorou as tecnologias Turbo Boost e Hyper-threading nos Sandy Bridges. Segundo a companhia, a nova geração é até 60% mais veloz que os atuais processadores quad cores para laptops.

O Core i7-2600K é o processador Sandy Bridge mais potente até o momento lançado pela Intel. Contudo, é provável que a companhia lance versões mais poderosas a medida em que os meses foram passando, ainda mais que dentre em breve os novos Core ix terão pela frente um páreo duro: os AMD Bulldozer.

Segue abaixo um resumo com as principais características do processador Intel Core i7-2600K:

• Processamento Quad Core: Utiliza quatro núcleos independentes de processamento na mesma frequência em um único pacote físico;

• Frequência Base do processador: 3.4 GHz;

• Frequência da Tecnologia Intel Turbo Boost: Aumenta dinamicamente a frequência do processador para até 3.8 GHz quando os aplicativos demandam mais desempenho. Velocidade quando você precisa, ou eficiência no consumo de energia quando a rapidez não é tão necessária;

• Tecnologia Intel Hyper-Threading: oito threads fornecem maior capacidade de processamento para um melhor desempenho multitarefa e em aplicativos paralelizados. Faz mais, com menos tempo de espera;

Intel Smart Cache: 8MB de cache L3 compartilhado permite um acesso mais rápido aos seus dados ao habilitar a alocação dinâmica e eficiente do cache para suprir as necessidades de cada núcleo, reduzindo significativamente a latência dos dados usados com frequência e melhorando o desempenho do sistema;

• Controlador de memória Integrado: Oferece suporte para dois canais de memória DDR3-1333 com dois DIMMs por canal. O controlador de memória integrado oferece melhor desempenho de leitura/gravação por meio de algoritmos eficientes pré-carregados, menor latência e maior largura de banda para a memória.

O Core i7 2600K possui 995 milhões de transistores. Destes, 114 milhões são reservados para a GPU, também chamada pela Intel de processador Gráfico. Assim, cada núcleo da CPU conta com 55 milhões de transistores. A título comparativo, enquanto que a versão quad core do SNB tem 216mm2 de área de die, um Nehalem/Bloomfield tem 263mm2, com 713 milhões de transistores. É claro que essa otimização na relação entre quantidade de transistores por mm2 é em grande parte explicada pela evolução no processo de fabricação.

O Sandy Bridge trouxe uma grande mudança na arquitetura, comparável ao que a geração Conroe trouxe na época. Embora fisicamente a mudança não seja tão perceptível assim, internamente o SNB dispõe de um redesenho completo no mecanismo de execução Out of Order (fora de ordem), um front-end mais eficiente (graças ao cache μop decodificado) e um barramento anel (ring bus) com uma largura de banda muito maior. Somando-se a estes itens, o cache L3 com menor latência e controladora de memória mais veloz, os usuários poderão observar uma melhora no desempenho em aplicações já existentes e em jogos na ordem de 10 a 50%.

Mas afinal, qual o significado por trás do esquema de nomenclatura da geração Sandy Bridge?

Enquanto que nas gerações anteriores Nehalem e Westmere a Intel utilizava apenas 3 dígitos para batizar seus processadores, os novos Core ix possuem quatro. Este quarto dígito a mais serve apenas para indicar que se trata de uma CPU de segunda geração. Desta forma, todos os processadores da geração Sandy Bridge terão o numeral “2” na frente dos outros 3 dígitos, estes sim, servindo para diferenciar as famílias e modelos.

Pode haver ainda, a presença de um sufixo – na verdade uma letra – para indicar que se trata de versões especiais de seus “irmãos” tradicionais. Assim, a letra “K” indica que o processador em questão tem os multiplicadores destravados (aceitando assim um alto potencial para overclock). Há ainda os modelos com “S” e “T”, indicando que tratam-se de versões de baixo consumo, respectivamente com TDP de 65W e 45/35W.

Conforme mencionado no início deste review, um dos grandes destaques da geração Sandy Bridge diz respeito ao fato desta contar com uma unidade de processamento gráfico verdadeiramente integrado ao die do processador. Diferentemente do Clarkdale (como é o caso do Core i5-661), onde a GPU está presente no chip de silício, mas em um die próprio e, portanto em separado ao do processador, a nova geração SNB traz GPU e CPU unidas em um mesmo die, conceito chamado de APU (Unidade de Processamento Acelerado).

Ao unificar CPU e GPU no mesmo die e graças ao novo ring bus, a unidade de processamento gráfico pode agora compartilhar de toda a memória cache L3, aumentando assim o desempenho do vídeo integrado.

Um fato curioso é que a arquitetura gráfica do Sandy Bridge (chamada pela Intel de Gráfico de 6ª. Geração – Gen 6 Graphics) segue um conceito totalmente contrário ao empregado no famigerado projeto Larrabee. Enquanto que este era (ou ainda é) focado no uso extensivo de hardware totalmente programável (a exceção do hardware de textura), a GPU do Sandy Bridge faz uso extensivo de hardware de função fixa. O benefício disso está na eficiência entre desempenho vs. consumo de energia vs. área do die, em detrimento da flexibilidade.

O hardware de shader programável é composto de unidades de execução, chamados pela Intel de EUs, ou CUDA Cores pela NVIDIA, ou ainda Stream Processors pela AMD. Cada EU poderá mandar duplamente instruções de colheita dos múltiplos threads. Os mapas ISA internos, um a um, com a maioria das instruções da API DirectX 10, resultam em uma arquitetura muito semelhante à CISC.

Há outras melhorias nas unidades de execução. O cálculo matemático transcendental que é executado via hardware nas EUs, bem como o seu desempenho foram acelerados consideravelmente. De acordo com a Intel, as operações de seno e cosseno estão várias ordens de grandeza mais rápido agora se comparado com o IGP da geração Westmere/Clarkdale.

Na GPU da geração anterior, o arquivo de registro era reparticionado quando surgia a necessidade. Se um thread necessitasse de menos registros, os registros restantes poderiam ser atribuídos a uma outra thread.

Embora essa abordagem tenha sido interessante para economizar área de die, provou-se, no entanto, ser um gargalo para o desempenho. Em muitos casos os threads não poderiam ser trabalhados, pois não haviam registros disponíveis para uso. Antes da geração Intel HD Graphics, cada thread tinha uma média de 64 registros. Com as famílias Clarkdale/Arrandale, este número foi aumentado para 80 e agora com a geração Sandy Bridge, esse valor aumentou ainda mais, chegando ao patamar de 120 registros por thread, atenuando assim eventuais gargalos.

Olhando para o bloco de diagrama simplificado, é possível perceber que a GPU do SNB é de certa forma semelhante às modernas GPUs da AMD/NVIDIA, embora esteja mais focada no processamento de conteúdo multimídia em alta definição ao invés de lidar com uma enorme quantidade de trabalho com texturas.

Todas as EUs são programáveis separadamente e lidam com largas execuções de 128 bits por cada ciclo de clock com um arquivo de registro de 4KB por thread. O resto do pipeline de renderização do processamento geométrico, de vértice, rasterização e assim por diante, se mantém idêntico aos Stream Processors das VGAs da AMD/NVIDIA. Há, porém, uma unidade de textura dedicada única, bem como um novo desenho de cache de instrução de nível médio, que supostamente serve para auxiliar com o desempenho global em uma variedade de aplicações.

Todas essas melhorias resultaram em um aumento de 100% na transferência da instrução por EU, em comparação aos IGPs dos processadores Clarkdale/Arrandale.

Feito uma introdução da nova arquitetura da unidade de processamento gráfico, destaquemos agora as diferentes versões de GPU por modelo de processador.

A Intel equipou a segunda geração de processadores Core ix com dois tipos de GPU: o HD Graphics 3000 e o HD Graphics 2000. A grande diferença entre elas está na quantidade de unidades de execução: 12 EUs para a 3000, e 6 EUs para a 2000.

Enquanto que os processadores para portáteis são equipados com versões com 12 unidades de execução, as CPUs para desktops possuem tanto o HD Graphics 3000 quanto o HD Graphics 2000.

Como forma de agregar mais valor à linha especia K, a Intel resolveu equipar estes processadores com a versão top de sua GPU, ou seja, contendo 12 EUs. Portanto, as demais CPUs (até segunda ordem) possuem unidade de processamento gráfico com 6 EUs.

Outra novidade (já destacada nesta review) é o fato de que agora é possível turbinar não apenas a CPU, mas como também a GPU, através da tecnologia Turbo Boost 2.0. Desta modo, a unidade de processamento gráfico do Sandy Bridge pode chegar a impressionantes 1.35Ghz, como é o caso do Core i7 2600K.

  • Chipsets H67/P67

Com o lançamento da geração Sandy Bridge, a Intel desenvolveu duas linhas de chipsets da série 6 para o mercado doméstico: H e P, ambas compatíveis com a nova pinagem LGA 1155. Enquanto a H suporta a GPU on die dos novos processadores, a P é compatível estritamente com VGAs externas.

Junto com os novos Core ix LGA 1155, a Intel disponibilizou as versões P67 e H67, deixando a H61 para o segundo trimestre. Apesar de a P67 não conseguir “explorar” o vídeo integrado, tal chipset é capaz de suportar duas placas via PCIe x8. Além disso, com a P67, é possível destravar por completo os multiplicadores das memórias, ao passo que a H67 está limitada ao padrão DDR3-1333.

Em relação ao PCI Express, a nova geração de chipsets da Intel turbinou a comunicação do barramento de 2,5GT/s para 5GT/s. Dessa forma, um único slot PCIe x1 suporta agora uma largura de banda de 500MB/s por direção, ou 1GB/s de forma bidirecional. Essa mudança foi fundamental, entre outras coisas, para o uso de controladoras externas de USB 3.0.

 

Tanto as versões H67 quanto P67 suportam 2 portas do SATA de 6Gbps e 4 do tipo de 3Gbps.

  • (Diagrama do chipset H67)

Abaixo, um resumo dos principais recursos presentes nos chipsets H67/P67:

• Suporte para a segunda geração da família de processadores Intel Core
Suporta a segunda geração da família de processadores Intel Core com a tecnologia Intel Turbo Boost 2.0, processador Intel Pentium e processador Intel Celeron. O chipset P67 Express também habilita os recursos de overclocking dos processadores Intel Core de segunda geração.

• Tecnologia de armazenamento Intel Rapid (Intel RST)
Com a adição de outros discos rígidos, a Intel RST fornece um acesso mais rápido a arquivos de foto digital, vídeo e dados com o RAID 0, 5 e 10 e maior proteção dos dados contra falhas de disco rígido com o RAID 1, 5 e 10. O suporte para SATA externo (eSATA) possibilita uma velocidade máxima da interface SATA fora do gabinete de até 3 Gb/s.

• Tecnologia Intel Rapid Recover (Intel RRT)
A mais nova tecnologia de proteção de dados da Intel fornece um ponto de recuperação que pode ser utilizado para recuperar rapidamente o sistema em caso de falha no disco rígido ou se os dados forem danificados. O clone pode, também, ser montado como um volume “somente leitura” para permitir a recuperação de arquivos individuais.

• Serial ATA (SATA) 6Gb/s
Interface de armazenamento em alta velocidade de próxima geração com apoio para taxas de transferência de até 6Gb/s para excelente acesso a dados com até duas portas SATA.

• Serial ATA (SATA) 3Gb/s
Interface de armazenamento de alta velocidade com suporte para até quatro portas SATA.

• Interface PCI Express 2.0
Oferece até 5 Gb/s para acesso rápido a dispositivos periféricos e redes com até oito portas PCI Express 2.0 x1, configuráveis como x2 e x4 conforme os designs das motherboards.

fonte: Adrenaline

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Intel Core i7 2600K Overclock Edition – LGA 1155 – 3.40GHz – cache 8MB – Integrated Graphics – BOX